“Não quero ter a terrível limitação de quem vive apenas do que é passível de fazer sentido. Eu não: quero uma verdade inventada.”
“Gosto do modo carinhoso do inacabado, do malfeito, daquilo que desajeitadamente tenta um pequeno vôo e cai sem graça no chão.”
“Eu não sou promíscua. Mas sou caleidoscópica: fascinam-me as minhas mutações faiscantes que aqui caleidoscopicamente registro.”
“Olhe, tenho uma alma muito prolixa e uso poucas palavras.
Sou irritável e firo facilmente.
Também sou muito calmo e perdôo logo.
Não esqueço nunca.
Mas há poucas coisas de que eu me lembre.”
“Minha alma tem o peso da luz. Tem o peso da música. Tem o peso da palavra nunca dita, prestes quem sabe a ser dita. Tem o peso de uma lembrança. Tem o peso de uma saudade. Tem o peso de um olhar. Pesa como pesa uma ausência. E a lágrima que não se chorou. Tem o imaterial peso da solidão no meio de outros.”
“Passei a vida tentando corrigir os erros que cometi na minha ânsia de acertar.”
“Até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso. Nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro.”
“Porque há o direito ao grito.
então eu grito.”

“Não era mais uma menina com um livro: era uma mulher com seu amante.”
Acho incrível como C. Lispector consegue traduzir meus sentimentos. Minha amiga dos mates de domingo e de jogar menos copa. Deve ser por isso, intimidade nossa.
Achei uma entrevista no youtube, bem longa acho que são 7 partes, mas vale a pena assistir. Que mulher de força.
“Eu não sou tão triste assim, é que hoje eu estou cansada.”